Policial perde cargo e é condenado em Umuarama
Policial civil de Umuarama perde o cargo e recebe pena de 5 anos e 9 meses por desviar máquinas caça-níqueis apreendidas.

Um policial civil de Umuarama perdeu o cargo público e recebeu uma pena de 5 anos e 9 meses de prisão por desviar máquinas caça-níqueis.
A decisão saiu nesta segunda-feira (17), pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama. Além disso, a Justiça fixou multa de aproximadamente R$ 12,1 mil.
O processo começou após uma ação penal apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná.

Policial desviou máquinas apreendidas
Segundo a investigação, o policial aproveitou as facilidades da função para retirar sete máquinas caça-níqueis apreendidas.
Os equipamentos deveriam seguir para o depósito judicial. Entretanto, conforme a investigação, o agente retirou as máquinas durante a noite e fora do expediente.
Na sequência, ele utilizou uma viatura descaracterizada para transportar os equipamentos. Depois, levou o material até uma propriedade rural ligada ao grupo criminoso.
Posteriormente, a polícia encontrou uma das máquinas novamente em funcionamento. Na ocasião, o equipamento estava em um dos bares ligados à organização.
Dessa forma, a investigação apontou que o material apreendido voltou para a estrutura utilizada pelo grupo na exploração de jogos ilegais.

Operação investigou jogos ilegais
O caso integra a Operação Alcova, deflagrada em setembro do ano passado pelo Gaeco.
Na ocasião, as equipes investigaram uma organização criminosa que explorava jogos de azar e jogo do bicho em Umuarama.
Além disso, o grupo mantinha pontos de apostas com máquinas caça-níqueis, equipamentos de apostas e aplicativos de bingo.
Segundo o Ministério Público, diferentes integrantes exerciam funções específicas dentro da estrutura criminosa. Assim, a investigação buscou identificar tanto os responsáveis pela operação quanto os envolvidos na administração dos estabelecimentos.
Outros quatro réus também receberam condenações
Além do policial civil, a Justiça condenou outros quatro réus envolvidos no processo.
Um empresário, apontado como gestor operacional e financeiro da organização, recebeu pena de 6 anos, 4 meses e 10 dias de prisão.
Além da pena, a Justiça estabeleceu multa de aproximadamente R$ 75,9 mil para o empresário.
Outro réu, responsável pela administração de um dos bares, recebeu pena de 5 anos, 4 meses e 5 dias.
Nesse caso, a multa ficou em aproximadamente R$ 2,1 mil.
Já os outros dois réus receberam penas de 8 anos, 4 meses e 5 dias de prisão. Além disso, cada um deverá pagar multa de aproximadamente R$ 2,6 mil.
As condenações envolvem práticas relacionadas à organização criminosa, aos jogos de azar e ao jogo do bicho.
Policial cumprirá pena em regime fechado
No caso do policial civil, a Justiça condenou o agente pelo crime de peculato. Além disso, determinou a perda do cargo público.
A pena ficou estabelecida em 5 anos e 9 meses de reclusão. O regime inicial para o cumprimento da pena será o fechado.
Entretanto, a decisão ainda permite recurso. Portanto, os envolvidos podem contestar a sentença nas instâncias superiores.
Caso surgiu na Operação Alcova
A condenação representa mais um desdobramento da Operação Alcova. A investigação apurou a estrutura utilizada pelo grupo para manter pontos de apostas e explorar atividades ilegais.
Além disso, o caso chamou atenção pela participação de um agente público no desvio dos equipamentos apreendidos.
Com a sentença, a Justiça responsabilizou os envolvidos conforme a participação apontada no processo. Contudo, os recursos ainda podem alterar decisões ou penas.
Os processos relacionados ao caso são os de números 0005080-16.2025.8.16.0173 e 0013003-93.2025.8.16.0173.
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